Raw.
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Sabe o que é legal no Google Maps? Vira e mexe alguém morre.
O Google precisa saber, então se você procurar um endereço e achar um cadáver, report this shit!
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A partir de agora vai rolar esse tipo de coisa nessa porra.
Eu queria ter uma porrada de leitores pra poder incentivar o envio de contribuições. :]
Fica a dica.
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Leia. Se seu contra-argumento for “Ah, acho que cada um faz o que quer e você está sendo machista”, esse post é pra você. Explicação no final, prometo!
Gosto de me basear em fatos reais.
Domingo a noite.
Estávamos em 5 amigos, homens. O plano A era beber pra aquecer e sair pra curtir.
Nos reunimos na casa daquele que tinha a residência vazia. Tinha cerveja, tinha vodka, tinha energético, tinha Jack Daniel’s e tinha o plano A.
O plano B começou quando o telefone de um de nós tocou. Do outro lado, 3 moças de família tinham um plano A sem personalidade em mente: elas iam se juntar a nós e seguir com o nosso plano A.
Elas chegaram. Eram 3. Não me interessei muito. Ficou tarde. Um esforço para não me tornar 1 dos 2 que iriam sobrar estava fora de cogitação.
O plano B entrou em execução: eu e o amigo que namora fomos pro McDonald’s e depois cada um pra sua casa.
Dia seguinte.
Sol. Churrasco. Resultados.
Resultado foi que, dos 3, 1 transou, 1 foi contemplado com um boquete e 1 apenas conheceu melhor.
É desse boquete que veio esse post.
Vamos, por um segundo, simular o dia seguinte dessas moças, supondo que elas tenham uma 4º amiga, no caso eu, só que mulher, mas que também escreva nesse blog. Pois bem:
Resultado foi que, das 3, 1 transou, 1 chupou um pau, 1 apenas conheceu melhor.
Qual das meninas saiu perdendo?
Em algum momento na calada noite de domingo, a menina número dois pensou: “Ai, não vou dar. Dar é demais. Vou apenas enfiar o pênis desse desconhecido na boca porque dar é demais e chupar um pau está ok. :]”
Porra. “Porra” é a palavra. quanta sabedoria. Consciência limpa. Boca suja.
- E aí, bem?
- Bem, e você?
- Bem! Fez o que você fez no feriado?
- Chupei um pau. E você?
Num boquete ninguém ganha. Todo mundo poderia ter transado. A númerodois poderia ter ficado sem ter o pênis de um desconhecido na boca durante 15 minutos como highlight do feriado.
No caso desse boquete ter sido aplicado em um desconhecido ou recém-conhecido, o que da no mesmo, considerando que você vai chupar o pau do indivíduo, as coisas ficam muito piores.
É a mesma coisa que essa mina estar andando na rua, achar um pau decepado jogado em um canteiro, pegar, dar uma chacoalhadinha pra tirar a sujeira e sair mascando como se fosse um canudo.
Proponho um desafio:
1. Escolha uma moça qualquer ao seu redor(a brincadeira só serve pra quem não faz solo de boquete em desconhecidos)
2. Considere, por um momento, que ontem de noite, enquanto você assistia um filminho ou curtia um happy hour com o pessoal do trabalho, ela estava chupando o pau de um recém-conhecido, na melhor das hipóteses.
3. Não perca o respeito por ela.
Não. Não tem como. Melhor afastar essa imagem da mente.
Sem conservadorismo, mas boquete é conteúdo extra do pacote Sexo. Sozinho, é apenas um pau dentro de uma boca.
Meu conselho é: Se for chupar, dá logo!
No começo do post eu prometi que ia me explicar, mas mudei de idéia. :]
Num contexto onde sexo serve de desculpa, quebrar promessa não ofende ninguém.
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Acho que tenho a solução para os problemas da humanidade(!).
Vamo lá.
Fico ofendido quando vejo um pobre gordo. Não só ofendido, não. Fico puto! Acho que deveriam sacrificar todo gordo que pede esmola.
Nada contra gordos, considero opcional. Nada contra pobres, pode acontecer com qualquer um. Meu problema é com um segmento de gordos e um segmento de pobres. Esses dois segmentos formam uma só geração de filhos da puta que, pra mim, são a maior parte dos problemas do mundo.
Exemplificar antes de continuar. Moro em São Paulo, só que afastado. Afastado o suficiente pra ter dificuldades em conseguir uma empregada doméstica. É, parece um problema fútil e provavelmente é, mas vou chegar lá.
Durante alguns meses meus pais procuraram uma boa profissional desse mercado pra assumir a função. A proposta era de cerca de mil reais por mês. Cara, eu trabalho pra caralho, eu estudei pra caralho pra me condicionar a ser bom o suficiente para o que eu faço e não ganho isso.
Não é reclamação. É comparação.
Enfim. Meses tentando e olha o que acontecia. A maioria dessas vacas aceitava a proposta já por telefone e marcavam um dia para começar. Algumas dessas vacas ficavam de pensar na proposta e marcavam um dia para dar a resposta. Uma ou outra dessas vacas chegaram a pedir benefícios e fundo de garantia além do que foi oferecido e foram devidamente ofendidas já por telefone.
Nenhuma delas apareceu. Nenhuma delas ligou para dar a resposta. Não houve repescagem.
No cu do mundo onde o salário mínimo é 400 conto, você oferece mais que o dobro pra um grupinho de aba reta que vive em barracos, tem 8 filhos remelentos dos quais 4 vão morrer, 3 vão roubar e 1 vai continuar pobre, e não consegue ninguém. Elas tiveram a oportunidade de melhoras as condições de vida delas mesmas e dos filhos, mas o fato de ter que pegar uma condução a mais fez com que a melhor opção se tornasse continuar coçando a bunda em casa sem um puto.
De coração, espero que a porra do barraco pegue fogo durante um deslizamento de terra.
Um “gordo de rua” é simplesmente a escória da humanidade. Esse cara aceita caridade. Na cabeça dele com certeza ele MERECE caridade. Mas esse bosta come muito mais do que o necessário e não pensa em dividir com outra pessoa que esteja passando fome, sendo que ele sabe melhor do que quem pode ajudar como são fodas as condições de vida de quem não tem dinheiro, mas ele não se sensibiliza o suficiente pra ajudar. A quantidade de comida que uma baleia dessas come seria suficiente pra manter de 3 a 4 pobres no peso ideal. Filho da puta.
Caridade mima. E não tem nada pior do que um pobre mimado.
Por que uma pessoa dessas, que tem como principal preocupação sua própria sobrevivência, pensaria em fazer a sua parte se ele pode muito bem continuar recebendo a sopinha e arrumando um trocado aqui e ali pra matar uma garrafa de cachaça por dia, viver no limite e morrer logo?
Na Rússia não tem mendigos. Não porque eles vivem super bem e o país prospera. Na Rússia não tem mendigos porque eles morrem de frio. Seleção natural.
“Olá. Muito boa tarde. Não tenho dinheiro pra alimentar meus filhos. Eu podia estar roubando, podia estar matando, mas estou aqui pedindo humildemente a sua ajuda. Deus te abençoe.”
Podia estar roubando, podia estar matando. Podia estar trabalhando também, né?
Teve filho por quê? Nunca teve dinheiro pra sustentar ninguém! Na hora de meter no pêlo e encher o tanque você não precisou de ajuda, mas agora você quer o meu dinheiro. Eu também acho uma bosta usar camisinha, mas eu uso. Caralho!
Não existe pobre filho único. Pobre tem sempre uns 7 irmãos.
Meus pais não têm condições de dar boa vida pra 7 filhos, por isso eles tiveram só 2.
Caridade incentiva a pobreza. Experimente dar um conselho ou ensinar alguma coisa no lugar de dar uma grana. Já tentou? Você será prontamente desrespeitado. Muitas vezes eles negam até comida. Querem cash’n'drink’n'drugs. O que esse filho da puta pensa que é? Uma porra de uma estrela do rock?
Pobre não quer ajuda, nem oportunidade. Pobre quer mordomia, quer dinheiro, quer ser de estimação. Pra toda regra existe uma exceção. A exceção dessa trabalha.
Te digo como salvar o mundo.
Matamos todos os mendigos obesos. Matamos todos os necessitados vagabundos. Os que sobrarem desses, treinamos em sobreviência na selva e mandamos eles pra Amazônia para caçar e exterminar todos que estiverem desmatando a floresta ou capturando animais silvestres. Muita gente morre nesse processo, então pegamos todos os órgãos e o sangue e doamos pra quem precisa.
A migração deve se tornar tão complicada quanto a imigração pra evitar outra chacina. Você nasce em um lugar e, por pior que ele seja, só vai poder se mudar se provar que será útil onde você deseja estabelecer sua nova residência. Sem grana, sem visto.
Controle de natalidade baseado em renda. Se você não consegue se sustentar direito está proibido de ter filhos. Se tiver, vamos ter que aproveitar seus órgãos. Tem muita gente útil pro mundo morrendo enquanto você fica trepando sem proteção enquanto deveria estar trabalhando.
Não estudou, não vota. Não consegue localizar uma saída de emergência sozinho e acha que merece decidir alguma coisa? Nem vou comentar o caso de um cara desses se candidatar. É político e roubou? Vamos ter que aproveitar seus órgãos. Tem muita gente útil pro mundo enquanto você usa meu dinheiro pra fazer caridade.
Matem o Papa. Leiloem o vaticano pra algum sheik árabe. Todos os problemas financeiros do mundo estarão resolvidos.
Deixamos a África com os problemas dela. Eles estão lá há mais do que nós e, se não aprenderam até agora, não aprendem mais.
Vote em mim.
;]
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Me dei conta que sou o pior torcedor do mundo. O pior.
Tem gente que não torce pra time nenhum e não tem problemas com isso. Tipo:
- e aí, pra que time você torce?
- ah…nenhum, cara. Não sou muito chegado em futebol.
- iiiiii.
Na maioria das vezes isso nem te surpreende. Na maioria das vezes é porque a pessoa não tem cara de quem cultiva hábitos normais.
Eu sou muito chegado em futebol. Eu amo futebol. Eu jogo futebol. E levo a sério toda vez. E durmo tarde pra jogar. Acordo cedo pra jogar. Tomo chuva. Tomo porrada. Dou porrada. Dou o sangue. Preciso disso pelo menos uma vez por semana ou minha consciência pesa.
Os times. Os times são o meu problema. Eu não sou chegado em times. Não vejo sentido em torcer por pessoas que eu não conheço, que lutam por uma causa que não me afeta, que ganham dinheiro que eu não gasto.
São 23 caras e um treinador. 3 deles prestam. 8 deles quase prestam. Muitas vezes um ou outro é uma bosta. Dos 12 restantes, uns 3 tão ali, na disputa e podem tomar o lugar de algum dos 11 primeiros a qualquer momento. Dos 9 restantes, 8 quebram o galho se precisar, mas só. Sobrou 1. O terceiro goleiro. Terceiro goleiro! Esse cara nunca joga e talvez nunca jogue, mas ele ganha mais que você. E você não ganha nada com isso.
Então assim…Um torcedor torce por um clube que seleciona e monta equipes de 23 jogadores nas condições já citadas. Eles usam o dinheiro que você gasta indo ao estádio pra apoiar o time, pro time ir bem no jogo e ganhar, e repetir a operação até ganhar o campeonato.
Quem ganha o campeonato ganha mais dinheiro. Uma parte vai pro bolso das pessoas que você não conhece, mas não pro seu. Os jogadores bons de verdade são vendidos por uma boa grana. Dessa boa grana, uma parte vai pro bolso das pessoas que você não conhece, mas não pro seu. O que não for pro bolso dessas pessoas nem pro seu, vai pra comprar outros jogadores, refazer a equipe, um pouco pior dessa vez, mas o suficiente pro torcedor continuar torcendo e indo ao estádio. Nada se cria, tudo que se foda.
O que alimenta a fé de um torcedor?
Não são os jogadores. Qualquer um que mudar de time, ainda mais se for pra um time rival, vira o maior filho da puta da humanidade.
Não é a equipe. Uma equipe nada mais é do que um bando de jogadores dispostos a defender o clube que pagar mais, mesmo que esse seja rival do anterior.
Não pode ser o clube. Um clube não representa nada. É só um conselho que está ali pelo dinheiro. Eles negociam diretamente com o inimigo. São capazes de vender o jogador que salvou o campeonato ou comprar o jogador que arruinou o campeonato; com o seu dinheiro. Se você parar de pagar, esses caras podem mudar de clube, de vida, de sexo.
Só restam os uniformes. Uniformes nunca mudam de time. Camisas nunca viram casaca. Um bando de gente torcendo por dry-fit colorido.
- e aí, pra que time você torce?
- ah, nenhum cara…
- não é muito chegado em futebol?
- pior que sou, eu curto, cara.
-?
- é complicado.
- explica aí.
- entra no meu blog…lá tem tudo explicado.
E eu torço. Torço por um bom jogo. Por uma bela jogada. Um drible sem noção. Um golaço.
E vou no estádio. Sento no lugar de onde a visão for melhor. Onde ninguém vai encostar o sovaco nuclear em mim e me deixar fedendo pro resto da vida.
Vejo todos os jogos da Copa do Mundo e vou em todos os jogos que puder em 2014.
E que se foda seu timinho de merda.
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Uma história real vai tomar o lugar desse texto. Aconteceu de verdade, comigo, nesse último final de semana. Eu pensei e pensei e…resolvi contar. Também pra celebrar o novo logo criado por um amigo artista e gênio.
E que se fodam os prejudicados.
Sexta-feira, dia de fazer algo. Gosto de rock ‘n’ roll e acho que o mundo inteiro deveria compartilhar desse gosto, mas isso é outro post.
E a história começa aqui. Há muito tempo, quando chegou minha vez de dar o trote nos bichos pra me vingar dos veteranos, eu peguei uma menina pra cristo.
Escolhi uma bonitinha porque jogo sujo e sou mal intencionado. Exagerei. Ela odiou e a vida seguiu.
No último semestre ela caiu na minha classe. É, eu atrasei 1 aninho, mas enfim. Ela caiu na minha classe e nunca descobri se causei tamanho trauma a ponto de ser lembrado nessa ocasião. Se causei, funcionou.
Tirando meus próprios méritos, a mocinha pegava todo mundo. Passou por alguns amigos e, finalmente, chegou minha vez.
Sexta-feira. Um amigo que não teve sua vez, mas que tem uma banda, iria se apresentar num bar x. Trilha sonora do pior affair da minha vida e também durante a escolha dessas palavras. Apesar disso, a banda do caralho. Recomendo com força.
Você talvez saiba como funcionam esses shows. Bar de paredes pretas, cerveja barata, gente estranha. Tem seu charme. O 8°E compareceu em peso. Peso esse que durou pouco. O clima charmoso espanta os despreparados. Sobrei eu, a vilã e alguns gatos pingados acostumados.
A batalha de sempre começou. Cervejas à vontade. Eu perdi as contas de quantas bebi. Não perdi a conta de quantas ela bebeu. Foram 3 Bohemias longneck.
Eu sei. Ela toma remédios tarja preta. Se não tomasse, não teria ficado no estado em que ficou com 1 litro e meio de cerveja. E desse ponto em diante vou chamar o anticristo de Lisa.
Lisa, o anticristo, começou a arranhar. Ressalto que não tinha confirmado presença até então. Ela vinha fazendo um doce que deixou de ser saudável alguns minutos atrás. Minha paciência tem limite e estava chegando lá. Mas aguentei os arranhões e frases em dialeto Inca por mais algum tempo.
Até que chega a hora do primeiro diálogo importante da noite:
Lisa: Responde.
Toni: Pergunta.
Lisa: Você quer ser só meu?
Toni: Oi???
Lisa: Você ouviu! Quer ser só meu?
Toni: Defina “só meu”.
Lisa: Meu e de nenhuma outra.
Toni: Não! Não quero! Não quero não!
Lisa: Então isso não serve pra nada. Sai daqui.
Toni: …Estarei no bar com gente normal.
E sai andando. E ela veio atrás. E me puxou. E me arranhou. E me jogou na parede. E ela tem mais pegada do que eu jamais teria em público. Confirmada a presença. Finalmente o doce acabou. E o pesadelo começou no segundo diálogo importante da noite:
F. Krueger: Me leva pra minha casa…eu moro sozinha. Me leva pra minha casa agora!
Toni: Ahhh então o doce acabou, ahn?
Krueger: Cala a boca. Vai me levar ou não vai?
Toni: Yeah!
Paguei. Peguei o carro. Sai rasgando. Cheguei. Higienópolis. Estacionei o carro e ela pediu água, literalmente. Queria água de qualquer forma e queria rápido. E, me perdoe, lá vem o terceiro diálogo. O penúltimo e não tão bom quanto o último:
Hitler: Quero água! Me leva pro Pão de Açucar.
Toni: Não. Se eu ligar o carro vou embora. E você ta na frente de casa!
Hitler: Mas se eu subir você vai vir atrás!
Toni está perplexo e ficando puto da vida. Começa a se dar conta que a noite está perdida. Calmamente responde:
Toni: Então sai logo do meu maldito carro.
Cérberus: Quero água! Agora!
Liguei o limpador de pára-brisa e acrescentei:
Toni: É o máximo que eu vou fazer por você hoje.
Cérberus abriu a porta do carro e vomitou.
Fudeu. Perdi a noite e a paciência. Pensei em empurrar o cavaleiro do apocalipse pra fora e sair cantando pneu. Não fiz isso. Sai do carro e levei o fardo até seu apartamento.
Muito bem decorado pra quem mora sozinha. Porta enorme, de ferro, daquelas que não tem fechadura. No momento em que você destranca ela se solta. E é bom que você saiba do que eu estou falando.
Lisa quis retomar o que começou no bar. Lisa estava vomitada. Eu, delicadamente pedi que ela escovasse os dentinhos se pretendesse chegar a menos de 1 metro do meu rosto. Lisa, obviamente, se ofendeu, mas foi fazer sua higiene bucal. Fiquei ali esperando no sofá. Admirando a vista e o bom gosto do responsável pelo ambiente. Lisa voltou. Vi as chamas em seus olhos. Ela queria sangue.
Pulou em cima de mim como se sua vida dependesse disso. Machucou, mas deu pra aguentar. E o segundo round começou.
Sem muita paciência e com medo de que Emily Rose voltasse a controlar a mente de Lisa, eu logo avancei. Nada de doce dessa vez. O papo agora era sério.
Ela pediu pra eu levar ela pra cama. Eu atendi. Levantei a moça do sofá na raça e segui sem rumo procurando a primeira coisa parecida com uma cama que eu pudesse encontrar. Encontrei. Foi fácil. Não era um quarto, era só uma parede que separava os ambientes. Bem moderno. Atrás dela estava uma cama enorme e confortável. Eu merecia.
Ela emitia sons que me deixaram com um pouco de vergonha. Mas que se foda. A coisa esquentou e é hora do último e decisivo diálogo do texto:
Lisa: Sai da minha casa!
Toni: Quê!?
Lisa: Sai! Eu vou gritar!
Sai andando. Peguei minha camiseta e fui em direção à porta contando até 10. Lisa veio atrás correndo aos tropeços e repetiu a cena do bar. Jogou na parede, encheu de porrada etc etc.
Voltamos pro “quarto”. A situação foi requentada.
Lisa: Sai da minha casa! Já falei pra você sair!
Toni: Aaah Com mil demônios!!!
Rumo a saída mais uma vez. Nervos à flor da pele. Já no elevador Lisa me alcançou e pediu pra eu voltar. Eu recusei. Ela insistiu e ameaçou gritar por isso também. Eu recusei. Não me importava mais. Ela insistiu e começou a tirar a roupa. Eu cedi, mas avisei:
Toni: Foram 2 vezes. Na terceira eu não vou ser legal. Vou quebrar a porra da sua casa decorada toda.
Lisa: Prometo.
Toni: Ta avisado.
Round final. Requentando a marmita de 3 dias atrás. Saco já doendo. Ressaca já batendo. Ressaca moral ligou dizendo que ia chegar só amanhã, mas que não perderia isso por nada.
Durou. Durou até eu me convencer de que aquilo poderia acabar bem. Lisa voltou a emitir sons exóticos e dessa vez eu nem liguei. Os sons aumentaram e aumentaram. Depois diminuíram e diminuíram até virarem apenas um sussurro:
Sai da minha casa.
Eu prometo. Eu cumpro. Sai pelo criado mudo deixando que o abajur me acompanhasse. Tiro de meta na bolsa dela que ficou no corredor. Soco na parede que só serviu pra machucar a mão.
Foi quando comecei a ouvir os passos. Aquele mesmo som das outras 2 vezes. Aquilo tudo ia começar de novo. Eu estava no meu limite. A raiva se transformou em pavor e eu fiz o que qualquer apavorado faria: corri como se minha vida dependesse disso. Provavelmente dependia.
Alcancei a portaenormesemfechadura e, desesperadamente, tentei girar a chave. Lisa avançava pelo corredor. Ficava cada vez mais visível na escuridão. Chegando mais perto.
A chave virou. Passei pro hall do elevador e fechei a porta atrás de mim. Só que a portaenormesemfechadura fica totalmente solta quando você gira a chave. Lisa chegou. Tive que segurar a porta pra ela não me pegar. Lisa puxava com toda a força do outro lado. Concentrei toda a força num braço, apoiei o pé na parede, chamei o elevador com o outro braço. Lisa puro empenho do lado de dentro.
Aqui entra um detalhe importante. Eu mencionei que a porta era de ferro. E era. Mas não contei que era só nas bordas. No meio a porta enorme era de vidro transparente. Ou seja..
…eu via a loucura nos olhos de Lisa. Lisa via o pavor nos meus olhos.
O elevador chegou. Com o mesmo braço que usei pra chamar, abri a porta e consegui alcançar o T. Apertado. Tudo pronto pra fuga. Os trancos não paravam e nenhum momento. Como eu poderia fugir? Nunca ia dar tempo. A porta do elevador demora 1 hora e meia pra fechar. Minha hora havia chegado.
O mesmo fator que tornou tudo mais bizarro me mostrou a solução. Pelo vidro transparente, atrás do líder dos Hell’s Angels, era a cozinha. Porta aberta. Escuridão sem fim.
Fiz a única coisa que me pareceu uma solução: Esperei a linguagem corporal dela me mostrar que vinha mais um puxão e, no momento certo, soltei a porta.
Onomatopéia.
Só pude ouvir o estrago. Não olhei pra trás. Entrei no elevador e acelerei o fechamento da porta com as unhas. Fui embora. Meu celular tocou do momento em que cheguei no térreo até a hora que estacionei o carro na minha garagem. E eu moro longe. Desliguei e fui dormir.
O nome da banda do meu amigo era Those Fabulous Dirty Tales.
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